
Mais de 7,4 milhões
de visitas às residências foram registradas até então em todo o país. Esse
número representa 15,2% dos 49,2 milhões domicílios urbanos. O primeiro
balanço, entretanto, só reúne dados de 2.548 municípios (45% do total), de 19
unidades da federação. Em Pernambuco, por exemplo, só 13 cidades tiveram as
informações computadas. O estado da Paraíba registrou a maior cobertura de
visitas domiciliares, com 49,29% dos imóveis trabalhados, seguido pelo estado
do Rio de Janeiro (30,15%) e por Sergipe (28,13%).
O
secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira,
explicou que o governo federal está trabalhando de forma articulada para o
enfrentamento ao Aedes. “Nessas visitas, identificamos 3% dos imóveis com focos
do mosquito. A meta é reduzirmos esse índice de infestação para menos de 1% em
todos os municípios brasileiros. Isso demonstra que não seremos vitoriosos se
não informarmos claramente à população e mobilizarmos a sociedade para eliminar
o Aedes. A prioridade é não deixar que ele nasça”, alerta Oliveira.
Mesmo com o baixo
índice de visitas no estado, a capital pernambucana, Recife, conseguiu reduzir
em 1,20% a quantidade de notificações de arboviroses. Entre os dias 3 e 9 de
janeiro, foram contabilizados 338 casos, sendo 102 casos de dengue, 97 casos de
chikungunya e 129 para Zika. Dentre estes, foram confirmados oito casos de
dengue e dois de chikungunya. Neste fim de semana (sábado e domingo), haverá
mutirão de vistorias nos bairros do Vasco da Gama e da Macaxeira, localizados
na Zona Norte da cidade. Nos dois dias, a ação iniciará às 8h e seguirá até as
17h.
Na primeira semana
epidemiológica, foi notificado um óbito suspeito de dengue. No mesmo período de
2015, não houve notificação de óbitos, contudo em todo ano, 27 óbitos suspeitos
de dengue foram notificados, destes quatro confirmados representando uma
letalidade de 0,02%, e seis continuam em processo de investigação. Não há
registro de óbito de Febre de Chikungunya ou Zika até o momento no Recife.