Auto-declarado
independente no plano federal, o PSB deve assumir uma postura majoritariamente
favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
O tema dominou a
reunião do Diretório Nacional que discutiria a estratégia do partido para 2016
e a sensação final do encontro foi que, apesar de o partido ter grupos
governistas, a maioria da legenda é de oposição e seria mais fácil unificar a
posição em favor do impeachment. O martelo, porém, só será batido após uma
reunião da Executiva Nacional.
Alguns diretórios do
PSB têm posição contrária ao impeachment, mas as principais lideranças
nacionais do partido, como o presidente Carlos Siqueira, têm se posicionado
contrárias ao governo e batido de frente com a presidente, o que deve ajudar a
cristalizar a posição da legenda. Nessa quinta-feira (3), Siqueira evitou
adiantar o posicionamento da legenda, afirmando que um tema de tamanha
gravidade não pode ter um debate improvisado.
“O PSB tem que se
diferenciar. Até porque nós optamos por fazer uma oposição independente e
propositiva. A posição adotada pela Marina Silva, que foi candidata do nosso
grupo, é muito distinta da que vem sendo adotada por PSDB, DEM e PPS. De
qualquer forma, a decisão será eminentemente política. A pergunta que será
feita é: será que esse governo tem condições de debelar a crise?”, afirmou o
senador Fernando Bezerra Coelho, um dos vice-presidentes do PSB.
Na próxima
segunda-feira (7), o partido vai fechar a lista de quatro parlamentares que
indicará para a comissão que vai analisar a validade do pedido de impeachment.
A idéia é privilegiar deputados que ainda não tenham participado de comissões
relevantes, como as de reforma política e pacto federativo. “O cenário está
muito contaminado, há um acirramento muito grande ainda. E quando a economia
vai mal, há uma repercussão maior. Vamos fazer esse debate da forma mais isenta
possível”, prometeu Fernando Filho, líder do partido na Câmara.
Do JC


