Meu parnaso de livras vulgares,
Santuário de místicos altares,
Hoje espantalho à beira das estradas.
Reino perdido, vítima de azares,
Onde estão as bandeiras desfraldadas?
Onde as embarcações estateladas
Entre longínquos céus e vastos mares?
Meu reino de fanadas ilusões,
Do qual só restam cinzas e mourões,
Pedra... Só pedra em ásperos declínios.
E veio o vento e lá da foz do rio
Meu reino se jogou no mar sombrio,
Fechando-lhe netuno os seus domínios.
(Autor: Waldemar Cordeiro)



