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Onde meu reino?

Ah! Meu reino talvez de eras sagradas,
Meu parnaso de livras vulgares,
Santuário de místicos altares,
Hoje espantalho à beira das estradas.

Reino perdido, vítima de azares,
Onde estão as bandeiras desfraldadas?
Onde as embarcações estateladas
Entre longínquos céus e vastos mares?

Meu reino de fanadas ilusões,
Do qual só restam cinzas e mourões,
Pedra... Só pedra em ásperos declínios.

E veio o vento e lá da foz do rio
Meu reino se jogou no mar sombrio,
Fechando-lhe netuno os seus domínios.



(Autor: Waldemar Cordeiro)
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