
Júlio destaca,
ainda, que as propostas da Oposição oferecem soluções que não vão pesar tanto
no bolso de quem não tem tantos recursos, como o aumento do ICMS sobre bebidas,
tabaco e armas de fogo, não sobre combustíveis e telefonia. De acordo com o
deputado, essa é a forma de fazer oposição, não apenas criticando, mas
apresentando soluções viáveis para diminuir o impacto sobre a maior parcela da
sociedade. “Não adianta apontar o dedo e dizer que tudo é culpa da União. O que
é preciso é mostrar, na prática, o discurso de que sabe fazer muito com pouco e
não penalizar as áreas prioritárias e a população mais carente”, destacou. O parlamentar
lembrou da situação do Ginásio Pernambucano, primeira escola em tempo integral
do Estado, localizada no Recife, que já teve alunos como Ariano Suassuna, Assis
Chateaubriand e Clarice Lispector, suspendeu as aulas do turno da tarde por não
ter merenda oferecer aos alunos. “É muito descaso com a educação”, afirma.
“A transparência é
imprescindível. Até hoje os deputados não tem a senha do e - Fisco para saber o
detalhamento das despesas do Estado. A gente ouve muito falar de cortes no
governo, mas não conheço um aliado político do governador que esteja
desempregado. Vejo faltar remédio, vejo faltar merenda, vejo a falta de
pagamento dos terceirizados, vejo o colapso na saúde, mas os comissionados aliados continuam lá”,
finalizou.