
“Houve
encaminhamento ontem da formação de um Grupo de Trabalho para resolver
essa questão. Ano passado, foram feitas várias gestões dentro do Ministério.
Quanto a nós, nem no passado nem no presente o Estado foi empecilho. A
constituição do SAMU é tri partite”.
Mais uma vez, das
questões foram colocadas pelos prefeitos como essenciais para o início dos
trabalhos o início de funcionamento da Central de Regulação em Serra Talhada e
a garantia pelo Ministério da Saúde da contrapartida para o serviço começar a
atender e salvar vidas. Em março, serão dois anos da presença das ambulâncias
aqui, envelhecendo nos pátios.
Parece incrível que
gestores responsáveis por colocar o serviço para funcionar ainda não tenham
ciência dos passos necessários para efetivar o SAMU. Que só agora tenham criado
um Grupo de Trabalho para dar celeridade à questão. O blog já foi questionado –
dentro do ambiente democrático que faz parte do debate – por responsabilizar os
gestores. Talvez mais agora, por ter a ousadia de criar um Guia Prático de como por o SAMU pra funcionar no
Pajeú. São etapas que, se seguidas, poderão ter resultado prático, com 90% de
probabilidade de dar certo. Os 10% são “da cota do Santo”:
1º) Reunião entre
Secretários da região e Geres para ajustar funcionamento da Central de
Regulação: mais uma vez, o tema foi colocado como empecilho para funcionamento
do serviço. Porque é tão difícil reunir os Secretários responsáveis pelas
cidades, o município de Serra Talhada indicar qual foi o modelo adquirido, a
frequência, estabelecer prazo para a central entrar em operação e iniciar
os testes ? Da mesma forma, qual a dificuldade para as demais secretarias agilizarem
o processo de aquisição dos rádios, onde não aconteceu, estabelecendo prazo
para os testes ? Definição plena de quanto cabe a cada cidade para o serviço
funcionar e fazer planejamento para tanto. A troca de informações ente os
próprios gestores na imprensa dão a impressão de que o tema é tratado com
sinais de fumaça…
2º) Articulação de
audiência com o Ministro da Saúde para tratar do tema. Prefeitos petistas como
Luciano Duque, Romério Guimarães, Luiz Carlos e representantes de
entidades como Amupe (José Patriota) e Cimpajeú (Dêva Pessoa) dizem ter linha
direta com nomes como Humberto Costa, Amando Monteiro e até a Presidenta Dilma.
Basta um contato com o líder do PT no Senado, Humberto Costa, para cobrar
agenda com o Ministro da Saúde, Marcelo Castro. Uma audiência certamente
indicaria o que falta para o Ministério assumir sua parte no bolo. E
minimizaria os riscos de dificuldades nos aportes.
3º) O próprio
Secretario Iran Costa pode ajudar como embaixador da demanda. Se o problema não
é o Estado, reforçar a questão ao Ministro não fará mal. Aliás, os dois
nunca conversaram tanto em tempos de zika e microcefalia, tendo Pernambuco como
estado estratégico no combate a doença.
4º) Envolvimento dos
demais prefeitos em uma campanha de mobilização em Brasília: aos demais
gestores, a articulação através dos Deputados votados em suas cidades para
reforçar a pressão junto ao Ministério: depoimentos na Câmara e Senado,
participação nas audiências sobre o tema, reforço junto ao Ministério, pressão
política, resumido: mostrar porque foram votados por aqui. Madalena Brito
(Arcoverde), Luciano Torres (Ingazeira), Arquimedes e Adelmo (Itapetim), Soraya
(Flores), Sebastião Dias (Tabira), Dessoles (Iguaracy), José Mário (Carnaíba) e
os demais entrariam com essa missão;
5º) Se, dados todos
estes passos, o serviço não funcionar por negativa de contrapartidas ou outra
motivação, fazer Carta Aberta à população, reconhecendo a incapacidade de
colocar em operação o serviço. Recomenda-se ato público levando as ambulâncias
em comboio até a sede do Ministério, em Brasília.