
Na decisão, Moro
também decidiu manter a prisão cautelar de Argôlo. “Agrego que, em um esquema
criminoso de maxipropina e maxilavagem de dinheiro, é imprescindível a prisão
cautelar para proteção da ordem pública, seja pela gravidade concreta dos
crimes, seja para prevenir reiteração delitiva, incluindo a prática de novos
atos de lavagem do produto do crime ainda não recuperado.”
Segundo Moro, a
necessidade da prisão cautelar ocorre ainda pelo fato de Argolo ter sido eleito
como suplente de deputado federal.
“Em liberdade, pode,
a depender das circunstâncias, assumir o mandato parlamentar, o que seria
intolerável. Não é possível que pessoa condenada por crimes possa exercer
mandato parlamentar. A sociedade não deveria correr jamais o risco de ter
criminosos como parlamentares”, acrescentou o magistrado.